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Pejotização: o que está em jogo enquanto o STF decide o futuro das relações de trabalho

O que é pejotização e por que ela divide opiniões

A pejotização é o nome dado à prática de contratar um trabalhador não como empregado, mas por meio de uma pessoa jurídica, ou seja, uma empresa constituída pelo próprio profissional. Em vez de assinar a carteira, a empresa contratante celebra um contrato com o CNPJ do trabalhador. Na superfície, parece uma relação entre duas empresas. Na prática, o que os tribunais trabalhistas frequentemente investigam é se há, por trás dessa estrutura, um vínculo de emprego disfarçado.

Quais direitos estão em disputa

A Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei nº 5.452/1943) estabelece requisitos objetivos para o reconhecimento do vínculo empregatício: pessoalidade, não eventualidade, subordinação e onerosidade. Quando esses elementos estão presentes em uma relação formalmente apresentada como empresarial, a legislação trabalhista permite que o trabalhador busque o reconhecimento do vínculo e, com ele, direitos como férias remuneradas, décimo terceiro salário, FGTS, aviso prévio e acesso ao seguro-desemprego. A questão central não é se o modelo de pessoa jurídica é ilegal em si, mas se ele foi utilizado para encobrir uma relação de emprego típica, privando o trabalhador de proteções legais.

Por que o STF está envolvido e o que isso significa para os processos em andamento

O tema chegou ao Supremo Tribunal Federal porque envolve a interpretação de normas constitucionais sobre livre iniciativa, autonomia da vontade e proteção ao trabalho. Enquanto o Supremo não consolida seu entendimento definitivo sobre a matéria, as instâncias inferiores, como as Varas do Trabalho e os Tribunais Regionais do Trabalho, retomaram a análise dos processos que estavam suspensos. Isso significa que trabalhadores e empresas envolvidos nesse tipo de litígio voltam a ter seus casos apreciados pelo Judiciário, aguardando, porém, que a decisão final do Supremo estabeleça o parâmetro que orientará os julgamentos de forma uniforme em todo o país. Trata-se de um momento de transição jurídica, em que a definição do entendimento superior tem potencial de impactar dezenas de milhares de ações simultaneamente.

Orientação jurídica faz diferença nesse cenário

Se você é trabalhador que atua ou atuou por meio de pessoa jurídica e tem dúvidas sobre seus direitos, ou se é empresário preocupado com a validade dos contratos firmados sob esse modelo, contar com orientação jurídica especializada é o caminho mais seguro. O escritório Pires Advocacia está disponível para analisar cada situação com atenção às particularidades do caso concreto e às normas aplicáveis.

Fonte de referência: https://www.conjur.com.br/2026-jul-20/pejotizacao-e-a-espera-pela-decisao-do-stf/

Aviso: Este texto tem caráter meramente informativo e em conformidade com o Código de Ética e Disciplina da OAB. Não constitui consulta jurídica nem oferta de serviços. Cada caso possui particularidades; para orientação específica, procure um(a) advogado(a).